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| Foto: Wilson Moreno |
O rio Assu é uma fonte de renda para muitas famílias que residem na região do Vale. No município de Itajá, ele representa um dinheiro a mais às donas de casa que se utilizam de suas águas para lavar roupa e “faturar” com esta profissão, que ainda sustenta muitas famílias residentes no interior.
Rita Ferreira Etelvina é uma delas. Aos 33 anos, a moradora de Itajá é uma das muitas lavadeiras de roupa do rio Assu. Ela conta que prefere lavar no rio porque a água “é mais farta e o trabalho se torna mais fácil”. “Eu lavo roupa de ganho e as minhas. Acho melhor lavar aqui do que em casa”, declara.
A dona de casa comenta que passa, aproximadamente, duas horas por dia nesse trabalho. “Moro próximo e não vejo problema com a distância”, fala. Além de lavar a roupa, leva os três filhos pequenos que aproveitam o tempo para se divertirem nas águas. “Enquanto trabalho, eles ficam brincando. Mas tomo conta deles também”, acrescenta, sorrindo.
EM IPANGUAÇU, OBRA PARA CONTER INUNDAÇÕES CUSTARÁ 27 MILHÕES – Diferente da alegria de alguns, moradores de Ipanguaçu passam por um dos piores períodos chuvosos desses últimos anos. Segundo dados da Defesa Civil já são quase 600 desabrigados, devido às fortes chuvas que caíram nos últimos dias em toda região.
A obra para acabar com as inundações no município de Ipanguaçu está orçada em R$ 27 milhões.
De acordo com o presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil, Luiz Alberto da Silva, o projeto consistiria na construção de um sistema de macrodrenagem do rio Pataxó e a construção de um dique em torno da cidade. “Os estudos mostraram que esta obra acabaria com as inundações ocasionadas pela sangria do rio. O problema está no custo de execução deste projeto”, frisa.
Enquanto a solução para acabar com as inundações em Ipanguaçu não chega, a Defesa Civil vem executando o Plano de Contenção, que consta das seguintes ações: retirada das famílias das áreas de risco; distribuição de cestas básicas; distribuição de kits de limpeza; assistência social, psicológica e de saúde; relações humanas e vacinação.
A Assessora da Comissão Municipal da Defesa Civil, Glória Josefa Bezerra de Medeiros, acrescenta que as famílias ainda terão atividades lúdicas, que visam prestar assistência às crianças e adolescentes. Em cada abrigo existe uma coordenadora que é responsável por detectar as necessidades das famílias e repassar para a comissão, a fim de que as providências sejam adotadas. “A prefeitura vem fazendo tudo o que pode para amenizar o problema enfrentado pelas famílias vítimas da inundação”, diz.

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